Página inicial
 O livro
 Biografia
 Perfil
 Fotos
 Vídeos
 Release
 Crônicas
 Imprensa
 Agenda
 Palavras do autor
 Promoções
 Sites indicados
 Recados
 Rádio On-line
 Fale conosco

 

 

 

Edilmar Lima fala sobre o livro Crônicas de um Detetive

Quando você decidiu que escreveria um livro e o que o motivou a escrevê-lo?  

Em meados de 2000 eu estava em meu escritório, recebi uma cliente, ela estava muito angustiada, com sérios problemas familiares, problemas na relação conjugal. Ela havia me perguntado se eu poderia dar-lhe algumas dicas de, como saber se ela estaria sendo, ou não, vítima da traição. Deste dia então, comecei a pensar se seria interessante escrever algo sobre o assunto. Confesso que tive vários outros motivos para escrevê-lo, mas, o que mais me influenciou foi saber que com o livro eu poderia estar, pelo menos, tentando amenizar o sofrimento de alguém. Compartilhar com outros a minha experiência com casos assim.

Você acha que o livro “Crônicas de um Detetive” pode ajudar as pessoas de alguma forma?

Sim. Tanto acho, que o escrevi. Antes eu cheguei a pensar que o livro não passaria de histórias narradas por um detetive, casos reais, sabe, mas quando comecei a revisá-lo, vi que nele estava retratado não só historias, mas também a essência do relacionamento. Que visto de maneiras deferentes, pode sim, ajudar a salvar um relacionamento.

Os casos narrados no “Crônicas de um Detetive” são casos verídicos, claro, mas como você fez para resguardar e preservar a imagem das pessoas?

Bom. Ai é que está. Por se tratar de casos reais, eu tive um trabalho imenso, tive que trocar muita, mas, muita coisa mesmo. Por exemplo: se o sujeito na vida real é médico, eu o coloquei no livro como advogado, e assim foi, nome, por exemplo: as "Marias" eu as chamei de "Joanas". Não se corre risco de ao ler o livro às pessoas se deparem com o seu caso, muito pelo contrário, o que está no livro é, basicamente o que acontece na vida de todos nós. É a realidade, a verdade, mas contata de forma diferente.

Em determinada parte do livro, em suas próprias palavras, você fala: “ao final você irá perceber a importância da busca constante da verdade.”   E, sendo você um detetive, que vive constantemente procurando a verdade para outros, você consegue administrar a sua vida pessoal, relacionamentos, ou deixa fazer valer o ditado popular: “em casa de ferreiro o espeto é de pau.”?

Ótima pergunta meu caro... Gosto de pergunta inteligente, pergunta que me faz pensar... Neste caso, aprendi, claro, é difícil, você vive no meio de inverdades, falsidades, se não formos fortes, acabamos por deixar, que isso, nos atrapalhe na vida pessoal, é claro, medo de ser traído todos nós temos, independente da classe social, profissão, religião... Todos nós temos. Para mim, a traição destrói o maior bem que temos, a instituição familiar. Se a família vai bem, o resto vai bem. Família é base de tudo para um ser humano. É inadmissível que pessoas arrisquem um relacionamento estável por uma noite apenas. Uma noite de “prazer”. Que prazer? Prazer, nós temos com nossas esposas, namoradas, noivas. Com as amantes é um prazer irresoluto, que dura, não mais que uma noite. Depois vem os problemas. Chantagens do tipo: você tem que me assumir logo, separe daquela coisa e venha morar comigo, e assim vai... Que vida! Quem gostaria de viver assim? Acho que ninguém não é mesmo?

Você se considera uma pessoa fiel?

Não! Não existe ninguém fiel. Quem faz a fidelidade é a ocasião. Se estivermos contentes com o que temos, temos que valorizá-lo, dar a priori o que temos de melhor, agora, se for ao contrário, as pessoas ficam de fato, abertas a outros relacionamentos. Por isso é importante, que o casal esteja sempre discutindo o relacionamento, e não deixando cair na mesmice. Eu acho que, essa coisa de infidelidade está ligada a muitas outras coisas, por exemplo: ambição e inveja. Ambição, a pessoa acha que pode conseguir uma pessoa melhor da que está com ele. Inveja, a pessoa sempre acha que a do outro é a melhor, e com isso, ele acaba por sair à procura de alguém para satisfazer o seu "ego".  

Outro dia, em um programa de televisão você falou que a mulher está traindo mais que os homens, é verdade?

Recordo-me sim, mas é uma inverdade. Eu quis dizer que a mulher está traindo mais que antes, e não mais que os homens. O problema é, tempo em televisão é curto, e devido a isso eu não tive tempo de melhor explicar.

Você acha que casamento é uma instituição falida?

Não, de forma alguma! Casamento ainda tem seus “valores”. Eu acho que, se o cidadão não está feliz com o casamento tem que desfazê-lo. Ora, pois, ninguém é obrigado a viver com outrem sem que não aja vontade própria. No livro Crônicas de um Detetive, eu deixei claro que o casamento não é uma instituição falida, se é, ele acaba antes mesmo de começar. Se você se recordar, vai lembrar do caso do Mesquita. Ele me ensinou muitas coisas, coisas boas, de como, por exemplo: como se lidar com o fantasma que ronda os relacionamentos.  

No livro “Crônicas de um Detetive” no caso: noiva desconfiada, você fala justamente sobre o fracasso do casamento,  com isso, não estaria indo contrário à sua palavra, e que, casamento é mesmo uma instituição falida?

Sim, eu falo justamente sobre o fracasso do casamento, mas, eu faço uma alusão ao casamento fracassado antes mesmo de começar, ou seja, para mim, um noivado é tão importante quanto o casamento, sendo assim, Bianca tinha um compromisso para com o Felipe e vice-versa. Se eu for contar tudo aqui fica sem graça ler o livro depois. (risos).

É verdade que você é o detetive que tem o maior tempo em televisão em todo Brasil, que mais concedeu entrevistas? E com isso está cotado para entrar para o livro dos recordes?

Sim, segundo informações estarei entrando para o livro dos recordes como o detetive com maior participação em mídia jornalística. Sei que já participei de grandes reportagens, seja em jornal, seja em revista, seja em televisão, seja em rádio, eu já participei, isso é fruto de bons serviços prestados. Eu considero o espaço que conquistei na mídia como um prêmio. Isso dignifica o trabalho do profissional. Trabalhei muito para que isso acontecesse, não foi da noite para o dia, demorou anos, até que um dia consegui. Eu agradeço primeiramente a Deus e em segundo a Rede Globo.

O que mudou em sua vida, depois que apareceu na mídia?

Isso é uma longa história, mas, não mudou muita coisa, na vida pessoal não, mas na profissional sim, hoje sou outro Lima, é sério, graças a Deus, as coisas melhoraram muito, as “portas” se abriram. Outro dia, fiz uma retrospectiva na minha cabeça, fiquei pensando desde o inicio, eu sempre faço isso todo ultimo dia de cada ano, fico pensando no que fiz, no que deixei de fazer, no que melhorou, no que perdi, no que ganhei. E, vi que realmente se não fosse a mídia talvez eu não seria o que sou hoje. Obrigado a todos vocês da imprensa, que acreditaram que existem profissionais sérios na área da investigação. É uma verdadeira troca, você dá o que a imprensa quer: fatos, realidade, novidade e, em troca, ela nos dá, o nome, a oportunidade de sermos alguém.

E agora como escritor, o que mudou em sua vida?

Para falar a verdade, eu não sei ainda, mas, sei que muita coisa mudou, sinto-me realizado profissionalmente, é como eu sempre digo: mesmo sentindo-se realizado profissionalmente, temos de continuar a luta, não podemos parar, senão somos ultrapassados. Somente o tempo dirá, o que, de fato mudou na vida desse amigo detetive que agora posso dizer: Detetive e Escritor. 

No livro “Crônicas de um Detetive” você relata no caso: vida de detetive, inúmeras vantagens e desvantagens de ser detetive, e como também, o preço que se paga por ser um detetive. A que você atribui isso?

Com o passar do tempo, as coisas foram se encaixando, verdades, e mais verdades, foram se formando em torno da figura mitológica do velho e bom Detetive Sherlock Holmes, mas o povo esqueceu de que o detetive brasileiro não é o Sherlock, e muito menos James Bond, como se vê nos cinemas. O detetive brasileiro é verdadeiro, de carne e osso, têm sentimentos, família, namoradas, esposas e tem também, muita, mas, muita vontade mesmo de vencer. No Brasil existe uma Lei Federal que regula a atividade de detetive particular, todavia, esta estava esquecida, por ser ela muito antiga, já havia caído no esquecimento das autoridades. Mas, conseguimos com muita luta fazer valer os nossos direitos. Hoje ser detetive no Brasil, é ótimo, já estamos sendo referencia para outros países. Antes a imagem que se tinha do detetive era sempre a de que o detetive era um policial frustrado, que não conseguiu alcançar seu objetivo de ser polícia, ou havia sido expulso da corporação policial. Enfim, todos tinham esta idéia, idéia essa, passada por filmes americano, claro. Como as coisas mudaram... Hoje temos na carreira de detetive: médicos, advogados, padres, contadores e, como de praxe, velhos e bons policiais aposentados.

Qual o momento mais difícil de sua vida nestes anos de investigação?

Foi o dia em que tive que investigar um homicídio, mas não um simples homicídio, tive que investigar as circunstancias e causas da morte do João Lima, meu tio. No livro Crônicas de um Detetive eu conto sobre as dificuldades de investigar algo em que o detetive esteja envolvido com sentimentos.  

Para você, existe algum caso que conste no livro “Crônicas de um Detetive” que você tenha dado uma atenção especial?

De forma alguma. Todos os casos no livro, foram tratados da mesma forma, com amor e atenção em todos os detalhes. É claro, tem sempre aquele que nos ensina mais, e estes, eu tirei o máximo de aproveitamento. Para quem ainda não leu o livro Crônicas de um Detetive, aí vai a dica: preste atenção em todos os detalhes, você irá perceber que em algum momento do livro, terá algo que se identifique com você, ou com alguém que você conheça. Mas não vá pensar que é o seu amigo, seu vizinho, ta? (risos). 

No livro, você aborda os dois temas; investigação conjugal e criminal. Mesmo estando dividido por casos, você não acha que pode deixar o leitor confuso?

Mas esta é a idéia, quem lê um livro como o Crônicas de um Detetive, tem que ter um mínimo de sagacidade, é claro, a obra foi criada para todos, jovens e adultos. Portanto, para facilitar o entendimento do leitor, eu relatei os casos do início até a sua conclusão, e contei também, as técnicas usadas para a elucidação dos mesmos. Ao ler, você irá perceber que, todos temos dentro de nós um detetive.

Quando se está lendo o livro, a pessoa não consegue parar, quer ler ele todo de uma só vez. Isso é bom para o autor é claro, você já leu o livro depois de pronto, e achou a mesma coisa ou achou cansativo?

Sou suspeito em falar. Posso dizer que, a minha idéia talvez tenha sido essa, conseguir segurar o leitor até o fim do livro, sem que, o deixe cansado da leitura. E para isso, eu não martirizei o assunto, sempre que possível, eu falei no livro a minha opinião, e logo depois voltando ao assunto, assim o leitor não se cansa. 

O livro “Crônicas de um Detetive” levou quanto tempo para ficar pronto?

Não sei ao certo, mas recordo-me, que quando comecei a escrevê-lo, eu não conseguia parar. Eu acho que escrevendo foi, mais ou menos, duas semanas. Eu sempre escrevo a noite, para mim é o melhor horário. Quando terminei de escrevê-lo, fiquei mais duas semanas lendo e relendo. Só depois eu o apresentei para alguns conhecidos. Depois disso, foi àquela correria, os amigos falavam para os amigos que eu havia escrito um livro, todos queriam comprar, e eu, nem havia terminado ainda, foi uma correria total.

A que, ou a quem, você atribui o seu sucesso profissional?

A minha perspicácia, a minha vontade de vencer. E principalmente a ela; minha sócia a Juliana Belém que sempre me apoiou nas minhas decisões. Sem ela, eu talvez não teria conseguido alcançar meus objetivos. Foi ela que nas horas de aperto, sempre me apoiou. Obrigado Juliana por tudo!

Qual mensagem você deixaria agora para os leitores?

Bom. Para vocês que ainda estão procurando um amor, posso dizer que não desanime, você o encontrará, pode demorar, mas vai encontrá-lo. E para você que já o encontrou, não deixe de estar sempre em busca da verdade, não deixe que o relacionamento fique parado no tempo, senão vocês irão perceber que não existe mais relacionamento, existem somente desconfianças. Aí sim, é o fim do relacionamento. Que sejamos felizes. (Edilmar Lima) 

 

Fale com nossa assessoria de imprensa: imprensa@cufdb.com.br
 

          É vedada a reprodução sem prévia autorização.

 

"O amor é, de certo, a melhor arma de destruição em massa. Entretanto, todos nós fazemos parte de um exército que tem o coração como arma. Matamos... Morremos... Pelo amor e não pelo ódio." (Edilmar Lima)


Copyright @ 2004 by Edilmar Lima - Todos os direitos reservados.
Proibido a reprodução sem prévia autorização.