Um certo Francisco, quando estava no
trânsito, conheceu uma moça e trocaram telefones. Depois de um tempo
se falando por telefone, marcaram de sair, e então começaram a
namorar. Após uma semana de namoro, ela revelou que estava noiva, para
surpresa do Francisco. Mas, mesmo depois dela revelar que era noiva,
eles continuaram aquela aventura amorosa, ela era muito bonita dizia
ele. O tempo foi passando e ele se apaixonando cada vez mais. Como o
noivo dessa sua namorada não morava na mesma cidade, eles tinham todo
o tempo do mundo para ficarem juntos. Quando o noivo dela ligava para
a sua casa e ela não o atendia, ele imediatamente ligava para o
celular dela, celular da então namorada de Francisco.
Vendo que as coisas não estavam indo bem,
Francisco decidiu terminar o relacionamento, mas indeciso, ele já
gostava da moça. E ficava cada vez mais difícil de terminar aquele
relacionamento, então, ele decidiu que continuaria a viver aquele
romance proibido, até que começou a ficar insuportável, o noivo dela
ligava muito, dizia Francisco.
O barulho do telefone o torturava, ela
mudava o toque, mas não adiantava, colocava no silencioso e não
adiantava, parecia que ele adivinhava, o telefone só tocava nas horas
mais importunas, não tinha como, estava realmente difícil. Como pode
uma coisinha tão pequena dessas atrapalhar tanto um relacionamento?
Perguntava Francisco.
Celulares! Detesto celular, resmungava.
Coitado estava com trauma. Mas quem agüentaria? De dez em dez minutos
ele tocava, hora vibrava, hora buzinava. Quando ela não atendia era
outra pessoa, e quando ela atendia era ele o noivo,
e assim ia... Um dia, ele decidiu que faria alguma coisa para resolver
aquela situação. Francisco disse à sua namorada: ou eu ou seu celular,
você escolhe! Nada adiantou, ela preferiu o celular. Mas como ele a
amava, preferiu dividi-la com o bendito celular.
Francisco ficou pensando: é, o noivo dela
mesmo a distância consegue atrapalhar o meu
namoro, como pode isso acontecer? Com esse pensamento, Francisco
percebeu que quem atrapalhava o relacionamento de ambos não era o
celular, e sim o noivo de sua namorada. O que acontecia é que na
verdade, o barulho do celular o irritava porque ele sabia que poderia
ser o outro cara com quem ele dividia a namorada, então o barulho do
celular já era um som que despertava um sentimento de repulsa, mesmo
ele sabendo que várias outras pessoas poderiam estar ligando para
ela...
Oh Francisco que confusão!
E ele passou a não esquentar mais com o
toque do bichinho, já havia arrumado um motivo para suportar aquela
tremenda tortura, arrumou um culpado, era tudo que ele queria, um
culpado. Começou então a ter ódio mortal do pobre do noivo que estava
a quilômetros deles, então, ele pensou: agora dá para resolver, ela
vai ter que decidir, ou eu ou o noivo.
Nada! Fez foi piorar as coisas, ela
preferiu ficar com o noivo. Para Francisco ainda restava uma
alternativa, a última, se não desse certo
cairia fora, pensou.
Todo carinhoso, Francisco deitou-se ao
lado da namorada, e disse: amor nós temos que fazer alguma coisa para
termos paz. Você tem que dar um jeito nessa coisa, não agüento mais,
resolva sua vida, decida-se, assim não dá para ficar. Sua namorada
ficou ali, fazendo carinho na cabeça de Francisco e não lhe falou
absolutamente nada, então ele pensou que ela refletiria sobre eles, e
tomaria uma decisão. Ficaram ali deitados e na melhor hora, tocou... o
telefone tocou... parecia que o bendito noivo adivinhava... indecisa a
noiva não sabia se atendia, mas, havia de atender.
A noiva com medo de atender ao telefone,
o deixou tocar, tocou, tocou, até... mas o noivo não desistia.
Insistia sucessivamente, desligar era pior, ele era muito desconfiado,
teria que deixar tocar. Não agüentando mais aquela chatice, Francisco
pediu pra ela atender o noivo. Ela atendeu o telefone com a voz ainda
ofegante e carinhosa, e continuou ali, sentada sobre ele e falando com
o noivo, e Francisco, claro, já fulo da vida com tudo, com o telefone,
com a namorada, com o noivo.
Só então, Francisco percebeu que a
insistência do noivo de sua namorada em ficar ligando estava acabando
com aquele namoro, não tinha como continuar.
Quando Francisco estava mesmo decidido a
terminar, a sua namorada passou a não aceitar mais o fim daquele
relacionamento e mudou de idéia. Disse que não poderia viver sem o
Francisco, ele agora era o escolhido!!!!! Melhor ainda, disse que
aceitaria as condições impostas por ele. Sua namorada não atenderia
mais ao telefone quando estivesse com ele e mais, no ápice de seu
desespero disse que largaria tudo, toda a vida boa que o noivo a
proporcionava, não mais receberia nenhum dinheiro dele, devolveria a
Mercedes e o anel de brilhantes que havia ganho de presente . Disse
que trocaria toda a vida confortável que tinha para viver ao lado de
Francisco,o homem de sua vida, sua razão de viver.
Tudo isso foi uma surpresa para
Francisco! Ele percebeu que o noivo era a fonte provedora da
namorada!! Ela estava com ele pelo dinheiro... Francisco perguntou à
namorada: quer dizer que este carro e este anel foi ele que te deu?
Então é isso! Eu sou o gostoso e ele o gastoso!
É, Francisco dava o prazer que a namorada
não tinha com o noivo, e o noivo dava o que tinha... dava o dinheiro.
Francisco percebeu que, ele era apenas um objeto sexual para sua
amada, que tinha um gastoso de 48 anos, e um gostoso de 28.