Biografia
- do
escritor Edilmar Lima
O escritor
Edilmar Lima
atuando há mais de 10 anos na profissão de
Detetive Particular
decidiu ingressar, também, na carreira de escritor. Lima é Piauiense
nascido aos 22 de janeiro, do signo de Aquário
criado em Brasília/DF.
Antes de vir morar em Brasília morou em Luziânia -
GO.
Chegou em
Brasília com pouco mais de 2 anos de vida. Para Lima Brasília é a
melhor cidade para se viver.
Edilmar Lima apesar de sua pouquíssima idade, já
tem muita experiência de vida, e claro,
muita história para contar.
Nada melhor que um
detetive, como, o Edilmar Lima para nos relatar sua experiência de
vida. Nem mesmo para os amigos Lima não abre mão de seus segredos,
segredos de sucesso, ele se limita apenas em dizer: "nasci do nada e
hoje já apareci até na Globo..." mas,
segundo ele, estar na mídia tem seu preço. "As pessoas acham que somos
diferentes dos outros profissionais, nos cobram mais, às vezes temos
que fazer mágica, senão elas – as pessoas – jogam na nossa cara;
esquecem que sou detetive e não mágico.”
Para Edilmar Lima
escrever era apenas uma diversão, mas, de tanto ouvir que ele deveria
escrever um livro, então, com o passar do tempo, ele decidiu que
escreveria o seu primeiro livro, o primeiro de uma série.
Lima é um exemplo
de profissional, nestes pouco mais de 10 anos de trabalho ele
revolucionou a história da investigação no Brasil. Temos de lembrar
que, existe o antes, o durante e o depois.
O antes: a
profissão no Brasil estava esquecida, pouco se ouvia falar em detetive
particular, todos tinham medo de mostrar a cara, mas, Lima chegou para
revolucionar de vez, chegou para moralizar a classe profissional. Sua
primeira participação em matéria jornalística foi no Globo Repórter,
onde, ele mostrou sua cara para todo Brasil. Para ele, um profissional
que não têm nada a esconder tem que aparecer, não pode ter medo.
O durante: Edilmar Lima foi crescendo,
ganhando espaço, se transformando em referencia de profissional ético
e competente. Hoje, ele é, o ícone da investigação no Brasil. Invejado
por uns, idolatrado por outros – o verdadeiro Sherlock Brasileiro.
O depois: Segundo Edilmar Lima “O depois
não existe, o depois, é coisa do passado, é o passado que faz o
depois, sem passado não seremos ninguém depois.”
Nos dias atuais, Lima tem clientes em diversos
países; Japão, Estados Unidos, Portugal, Emirados
Árabes Unidos, Uruguai, Espanha, Alemanha, França, Canadá,
África, e etc.
Segue logo abaixo trechos de uma entrevista em que, Edilmar
Lima foi entrevistado por alunos de 1ª à 4ª série da rede de ensino
particular. Esta entrevista foi realizada no “Portal Educacional”.
Muito fera as perguntas, – falou Edilmar Lima – a garotada está
realmente antenada com as novidades nacionais e mundiais. Falando
sério, a educação no Brasil está dez mil vezes melhor que há 10 ou 15
anos atrás. Parabéns! – concluiu.
1. Quando e como você decidiu ser detetive? Por quê?
Crislaine Roberta Staricoff Viezzer; Tayanne Beltrão Scholze e
Thays De Jesus Dantas.
Desde pequeno, eu já tinha uma intuição aguçada
e, quando fiz 16 anos, comecei a me interessar pela área da
investigação e a ler vários livros sobre o assunto para conhecer
melhor a profissão. Quando completei 18 anos, fiz um curso e me
profissionalizei logo em seguida. Ingressei na profissão por uma
questão de realização pessoal, porque era um objetivo que eu tinha.
2. O que é preciso para se tornar um detetive? Existe algum curso
superior que se pode fazer?
Gustavo Alzueta Sigaud; Karen Vasconcelos e Raphael Anthonio Grecco
Ramos.
Para ser detetive no Brasil, é necessário fazer um curso de formação.
Alguns podem ser realizados a distância, mas esses não são muito
adequados a nossa realidade, pois, infelizmente, não têm capacidade
técnica para formar bem um profissional que vai lidar com questões tão
complicadas como a vida íntima de pessoas. Esses cursos apenas mostram
os passos que o futuro detetive terá de seguir, mas não ensinam com
eficiência. No Brasil, ainda não existe curso superior de formação de
detetives, mas em outros países, como EUA e Portugal, sim.
3. Fale sobre sua profissão. Ela é bem remunerada? É preciso ter
muito dinheiro para montar um escritório?
Julia Guimarães Barbosa e Keite Valéria Silva Fernandes.
De modo geral, é uma profissão como outra qualquer, mas tem suas
particularidades. O profissional pode montar uma empresa de
investigação ou trabalhar por conta própria. A remuneração depende do
“marketing” que for feito, mas, se o detetive tiver pelo menos dois
clientes por mês, terá um ótimo ganho. Para montar um escritório de
investigação, é preciso, sim, investir um bom capital, pois os
equipamentos são muito caros.
4. Quanto tempo dura uma investigação normalmente?
Guilherme Da Fonseca Borges.
É difícil saber quanto tempo leva uma investigação, exceto quando isso
é combinado antes com o cliente. Geralmente depende das circunstâncias
do caso a ser investigado. Quando se trata, por exemplo, da
localização de uma pessoa desaparecida, demora em média 30 dias. Mas,
se essa pessoa é um estelionatário, esse tempo pode triplicar porque
normalmente esses criminosos tentam não deixar pistas que nos levariam
até eles.
5. Você já sofreu alguma ameaça por estar investigando um
criminoso?
Gustavo Dos Santos Haeser.
Ameaças são riscos que fazem parte da minha profissão. Eu já fui
ameaçado diversas vezes e, mesmo assim, nunca deixei de cumprir minhas
obrigações, mas nunca recebi uma ameaça do tipo “vou te matar”, graças
a Deus. É engraçado que, com o tempo, aprendemos a perceber logo no
início quando é uma ameaça ou apenas um blefe, ou seja, fingimento. E
o detetive tem de saber lidar com coisas assim.
6. Você anda armado? Já usou disfarces de mulher, por exemplo?
Raphael Henrique Benassi Marinho.
Armas não combinam com minha profissão. Mesmo assim, às vezes, é
preciso usar. Eu não gosto de armas, até porque, quando está armado,
dependendo das circunstâncias, o profissional pode esquecer de usar a
inteligência. E, para mim, essa é a melhor arma do ser humano. Mas
disfarce de mulher, não! Você consegue me imaginar sair fantasiado de
moça? (risos) Definitivamente, isso não combinaria com o meu velho e
inseparável cavanhaque... Mas já me disfarcei de muitas coisas, até
mesmo coisas ruins. Uma vez, tive de me vestir de mendigo. E o pior é
que precisei ficar em um lugar no meio de mendigos de verdade e tive
até que dividir uma garrafa de pinga com eles, senão eles não me
deixariam ficar no meu local de vigia. Faz parte da profissão.
7. Qual foi o caso mais difícil, o mais engraçado e o seu
preferido?
Pedro Augusto Gonçalves De Freitas e Victor Felipe Costa Lima
Cabral.
O que considero mais complicado foi o caso de uma adolescente que
havia sido reprovada por sua professora em uma prova de final de ano.
Era um teste objetivo, e a professora acusou a menina de ter marcado a
questão correta depois de a prova ter voltado corrigida. Imaginem o
drama da aluna: ser reprovada e ainda acusada de fraude. O pai da
garota me contratou para descobrir a verdade. O caso mais engraçado
foi o de uma senhora que ouvia vozes do além, mas, na realidade, o
“além” era um ninho de pombos entre o forro e o teto de sua casa. Esse
foi cômico demais! Já o caso que mais gostei de investigar foi o de um
garoto que se correspondia pela Internet em chats com uma garota e,
depois de um tempo, eles “terminaram”. Acontece que, por esse e outro
motivo, ele estava em profunda depressão e queria acabar com a própria
vida. Felizmente, consegui avisar a mãe dele a tempo de impedir que o
garoto fizesse isso. Esses três casos eu conto em detalhes no meu
primeiro livro, o Crônicas de um Detetive.
8. Quais foram os piores casos que você investigou? Por quê?
Larissa Martini Lilli.
Um dos piores foi um caso de investigação de traição. Uma jovem
senhora havia me contratado para investigar os passos do seu esposo.
Depois de alguns dias investigando, descobrimos que ele era bissexual.
E, como se não bastasse isso, alguns dias depois, a cliente me
procurou no meu escritório e me fez uma revelação: por causa das
traições de seu esposo, ela havia contraído o vírus HIV. Para mim, foi
o pior caso de todos os tempos! Ela faleceu faz alguns anos, vítima da
aids. Eu fiquei muito chateado por saber que ali chegava ao fim a vida
de alguém que ainda poderia ter um belo futuro pela frente.
9. Como é o processo para a investigação de cada pista de um caso?
Clarissa Rosa Da Costa e Victor Felipe Costa Lima Cabral.
“Elementar, meu caro amigo”, como já dizia o bom e velho Sherlock
Holmes. Seguir pistas é a melhor parte de uma investigação. Vou dar um
exemplo bem simplificado: para um bom resultado, o primeiro passo
necessário é construir uma linha imaginária traçando o caminho por
onde começar a investigar e, a partir de então, começar a buscar as
respostas para perguntas básicas, como: “Onde?”, “Quem?” e “Por quê?”.
E, acima de tudo, é preciso lembrar que ser detetive é trabalhar com a
inteligência, desvendar mistérios e provar a verdade.
10. O que mais gosta em sua profissão? Se você não fosse detetive,
o que seria?
Laleska Fernandes De Assis e Victor Felipe Costa Lima Cabral.
Entre outras coisas, gosto de poder contribuir para a construção de
uma sociedade mais digna e justa. Digo isso porque, às vezes, meu
serviço, que geralmente é feito para uma pessoa, acaba beneficiando
não só quem me contratou, mas toda a sua família, como, por exemplo,
no caso de suspeita de traição. Até porque a família é a base de tudo:
se ela vai bem, o resto tende a trilhar pelo mesmo caminho, e uma
simples traição pode destruir toda uma família. Se eu não fosse
detetive, mesmo não gostando de altura, com certeza queria ser um
piloto de avião.
11. Dá muito trabalho ser detetive? Você tem clientes de outros
países?
Alexander Catunda Carneiro e Vitor Lima Monteiro.
Sim, e como dá! Ao exercer nossa função, passamos boa parte do tempo
ouvindo as mentiras dos investigados, descobrindo falcatruas, fraudes,
traições, etc. e, por isso, mesmo tendo controle, acabamos
desconfiando de tudo e de todos. Mas, da forma como estão as coisas
atualmente, é bom ser desconfiado mesmo! Eu tenho clientes em diversos
países, mas a procura é maior por parte de clientes de Portugal, EUA e
Japão, que geralmente querem investigar o passado de determinada
pessoa aqui no Brasil.
Fonte:
http://www.educacional.com.br